sábado, 24 de agosto de 2013
Flutuar
Mais um dia, mais um sonho estranho. Você parece tão conectado em mim. É como se nossas almas fossem amigas de longa data e após se reencontrarem, não pudessem se distanciar nunca mais.
Longe fisicamente, perto mentalmente. Como podem duas pessoas estranhas, de repente, terem um elo tão fixo e irrompível?
Eu poderia passar a noite me perguntando, me questionando, te questionando. Mas eu acabo é sonhando, e você me fala tudo o que deveria.
Quando não sonho, eu sei. Simplesmente sei.
Não descobri o motivo e talvez nem queira.
Mas ao mesmo tempo que é bom estar a par de tudo, é ruim. É muito ruim. Acabam as surpresas, e convenhamos, eu amo surpresas.
Eu vou mesmo é entrar em um balão, flutuar além dos limites humanos e voltar pra tua consciência.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Tentei deixar de lado meu sentimentalismo como se não fosse humana, ou melhor, como se fosse como a maioria dos humanos. Tentei ser a máquina que está aqui apenas pra ser mais um número e tentar mudar o mundo de forma grotesca. Tentei tudo, em vão.
Minha bolha de ferro, construída ao longo dos anos e reforçada no último, foi estourada por uma simples agulha de aço, uma simples agulhada de sentimentos. Me senti fraca, inútil, sem ter pra onde correr, pra onde ir. Meu coração empedrado se desmanchou e o caminho a seguir continua sendo desconhecido.
A amargura em minha boca se espalhou pra todos meus órgãos, minhas veias estão enferrujadas.
A vida me atinge como um tapa e não há o que fazer.
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